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Enquanto Márcia Conrado brilha em Córdoba, Serra Talhada afunda no abandono

Enquanto a prefeita Márcia Conrado posa para fotos e discursos em Córdoba, na Argentina, durante uma conferência mundial do clima, o clima em Serra Talhada está longe de ser digno de celebração. A população amarga dias difíceis: ruas esburacadas, lama e poeira, postos de saúde sem medicamentos, escolas sem merenda, e nenhuma perspectiva de melhoria imediata.

É difícil entender como alguém pode falar em sustentabilidade global quando o próprio município mal sustenta os serviços básicos. O povo de Serra Talhada não tem sequer o direito de ir e vir com dignidade, de levar uma criança para a escola com alimentação garantida ou de buscar atendimento médico sem voltar pra casa de mãos abanando.

Mas isso não surpreende mais ninguém. Márcia sempre teve um apreço especial pelos holofotes fora de casa. Gosta de aparecer em eventos, de discursar sobre o futuro do planeta, mas esquece de olhar pela janela do seu próprio gabinete e enxergar a estagnação que consome Serra Talhada. A cidade parece parada no tempo, abandonada à própria sorte, enquanto sua gestora viaja o mundo em nome de um "progresso" que o povo daqui ainda não sentiu chegar.

É hora de parar de maquiar a realidade para agradar plateias internacionais. Antes de falar sobre o planeta, é preciso garantir dignidade à população que a elegeu. Porque, por aqui, o clima é de revolta.

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