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Vaia armada é covardia política e vergonha pública


O que aconteceu em Serra Talhada, durante a passagem da governadora Raquel Lyra, não foi protesto, nem espontaneidade popular. Foi covardia política, tudo indica orquestrada por integrantes do governo municipal, numa tentativa rasteira de constranger publicamente uma autoridade eleita pelo voto do povo pernambucano.

Vaia combinada não é voz do povo. É truque barato, é encenação de quem não sabe conviver com o contraditório e prefere o grito ensaiado à discussão séria. Quando um grupo precisa organizar vaias para tentar diminuir alguém, na verdade está assinando um atestado de pequenez política.

Raquel Lyra pode — e deve — ser cobrada. Isso é democracia. O que não se admite é a transformação de um evento institucional em palanque de hostilidade, usando pessoas como massa de manobra para satisfazer disputas locais mesquinhas. Isso não fortalece Serra Talhada, pelo contrário: envergonha a cidade.

O gesto não atinge a governadora. Atinge quem o promoveu. Revela imaturidade, intolerância e despreparo político. Mostra a velha prática do “vale tudo”, onde o respeito institucional é jogado no lixo em nome de um projeto de poder pequeno e imediatista.

Enquanto a população espera ações concretas — hospitais funcionando, ruas pavimentadas, emprego, dignidade — certos grupos preferem gastar energia ensinando pessoas a vaiar, como se isso resolvesse algum problema real do município. É a política do barulho vazio, da vaidade inflada e da ausência completa de propostas.

Serra Talhada não precisa desse tipo de espetáculo constrangedor. Precisa de liderança com postura, grandeza e compromisso com o futuro. Quem aposta na humilhação pública como método político mostra, sem rodeios, que não tem projeto, nem estatura moral para o debate.

No fim, fica a lição:

o constrangimento planejado não desmoraliza quem o recebe — escancara quem o pratica.

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