A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, parece querer agradar a todos, mas essa estratégia pode acabar deixando-a sem aliados de verdade. De um lado, aperta a mão da governadora Raquel Lyra (PSDB); do outro, mantém contato com João Campos (PSB), atual prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco. Esse jogo duplo, típico de quem não quer desagradar ninguém, começa a gerar desconfiança e questionamentos sobre sua real posição política.
Quando pressionada a se posicionar, Márcia se esquiva e coloca a decisão nas mãos do Partido dos Trabalhadores (PT), alegando que seguirá a orientação da legenda. Mas há tempos é sabido que o PT sempre teve uma relação próxima e histórica com o PSB, partido de João Campos. Assim, essa suposta indecisão soa mais como um teatro político do que uma verdadeira dúvida sobre qual caminho seguir.
Além disso, seu esposo, Dr. Breno Araújo, ocupa a presidência do PSB em Serra Talhada, um fato que torna ainda mais evidente para onde pende sua inclinação política. Com essa ligação direta com o grupo de João Campos, é difícil acreditar que Márcia Conrado esteja de fato indecisa.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra, percebendo essa postura ambígua, começou a investir em um adversário direto de Márcia Conrado, fortalecendo sua base em Serra Talhada. Esse movimento indica que Raquel não pretende esperar indefinidamente por uma definição da prefeita e já busca consolidar alianças mais confiáveis na cidade.
A questão que fica no ar é: até quando Márcia Conrado vai sustentar essa postura de neutralidade aparente? Se continuar evitando se posicionar, pode acabar perdendo espaço tanto com Raquel Lyra quanto com João Campos. Em política, quem fica em cima do muro corre o risco de ser esquecido ou, pior, derrubado pela própria indecisão. O tempo está passando, e os eleitores e aliados certamente cobrarão uma posição firme mais cedo ou mais tarde.
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