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Entre Viagens e Promessas: O Caminho da Prefeita Márcia Conrado

 


Em Serra Talhada, os buracos nas ruas parecem competir com o vai e vem da prefeita Márcia Conrado. De malas prontas, a gestora tem feito constantes viagens para Recife e Brasília, justificando suas ausências com a promessa de trazer recursos para o município. Mas enquanto ela circula pelos corredores do poder, a pergunta que ecoa entre os moradores é simples: quanto isso está custando aos cofres públicos? E mais importante ainda: vale a pena?

A prefeita, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), ostenta uma vantagem política que muitos gestores do interior só podem sonhar. Conta com o apoio de dois senadores do partido, diversos deputados e, claro, o respaldo do próprio presidente Lula – ou Lulu, como carinhosamente (ou ironicamente) é chamado por alguns. Com tamanha força política, era de se esperar que Serra Talhada estivesse presenciando uma verdadeira chuva de obras e investimentos. No entanto, o que se vê, até agora, são mais nuvens carregadas de expectativas frustradas do que realizações concretas.

É evidente que buscar recursos fora do município é parte do trabalho de qualquer gestor. Mas o que precisa ser transparente para a população é o balanço dessas viagens: quanto foi gasto em passagens, diárias, hospedagens e outros custos? Quais projetos efetivamente saíram do papel graças a essas idas e vindas, principalmente, o que Serra Talhada tem a mostrar em troca desses investimentos?

Porque, convenhamos, se com tantos aliados no cenário federal e estadual, a cidade ainda não deslanchou, talvez o problema não esteja apenas na distância entre a prefeita e o município, mas na eficácia dessas articulações. Ou será que as viagens são mais uma forma de manter o discurso afinado do que, de fato, resolver os problemas locais?

Enquanto isso, o povo de Serra Talhada segue aguardando. Aguardando que as promessas se transformem em obras, que os custos das viagens se justifiquem e que a prefeita, ao voltar de suas jornadas, traga mais do que discursos ensaiados. Porque, no fim das contas, o que a cidade precisa não é só de representação lá fora, mas de resultados aqui dentro.

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